No presente artigo investigaremos a identidade do contratante do assassino que tentou matar Bran Stark no 14º capítulo de “A Guerra dos Tronos”.

Essa tentativa de assassinato de Bran foi o acontecimento que tirou Catelyn de Winterfell e deu respaldo ao rapto de Tyrion, o que derradeiramente iniciou o levante de Rochedo Casterly contra Ned Stark.

A solução do mistério em epígrafe talvez fosse do interesse de muitos caso os Starks tivessem logrado neutralizar os Lannisters. Contudo, a erupção da Guerra dos Cinco Reis e a queda da Casa Stark tornou irrelevante qualquer investigação. Ainda assim, tratando-se de uma história de ficção, é natural que o público espere por uma resposta interessante à questão.

A resposta fornecida por George Martin é bem capciosa e combina com a história. Contudo, muitos leitores ficaram insatisfeitos e insistem que a melhor resposta é outra.

Sumário
1. Resumo dos eventos
2. Como GRRM resolveu a questão
3. Contra-argumentos a teorias com outros suspeitos

(Legendas: AGOT = Livro 1, A Game Of Thones; ASOS = Livro 3, A Storm Of Swords; GRRM = o autor, George R. R. Martin; APP = Aplicativo para Smartphone, George R. R. Martin’s A World of Ice and Fire; SSM = Correspondência com fãs, So Spake Martin)

1. Resumo dos eventos

[Se você conhece os detalhes, pule para a próxima seção]

Em uma noite durante o tempo em que Bran esteve em coma após ter sido atirado da Primeira Fortaleza de Winterfell por Jaime Lannister, um incêndio na Torre da Biblioteca do castelo permite que um assassino contratado (catspaw, em inglês, literalmente “pata de gato”, alguém a serviço de outrem) entre nos aposentos de Bran, portando uma adaga de aço valiriano com cabo de osso de dragão, na intenção de matá-lo.

Catelyn, contudo, não deixou o aposento e o assassino defronta-se com ela. O criminoso justifica-se dizendo que Catelyn não deveria estar ali e que matar Bran seria um ato de piedade. Catelyn fere a mão na adaga enquanto luta com o assassino. Verão surge e mata o homem.

Diante do ocorrido, Catelyn escolhe viajar por mar até Porto Real a fim de chegar à cidade antes da comitiva do Rei e poder descobrir a origem da arma. Lá, Mindinho a informa que a adaga era dele, mas que a teria perdido para Tyrion Lannister numa aposta. No retorno a Winterfell, Catelyn encontra-se com Tyrion na Estalagem da Encruzilhada e o sequestra, dando causa aos primeiros conflitos militares entre Lannisters e Ned Stark.

Mais tarde descobrimos que Mindinho mentiu e que, na verdade, a adaga teria sido perdida em uma aposta com Robert Baratheon, mas a identidade do contratante do assassino nunca é revelada ou confirmada.

2. Como GRRM resolveu a questão

Tyrion e Jaime chegam à conclusão que foi Joffrey em capítulos separados (ASOS, Tyrion VIII e ASOS, Jaime IX), analisando apenas parte das evidências que foram apresentadas ao leitor. Contudo, por conhecerem bem a natureza de Joffrey, sentem que realmente mataram a questão.

De fato, enquanto Tyrion explora o modus operandi de Joffrey, Jaime explora seus motivos, conforme esquematizado abaixo:

TYRION – Modus Operandi de Joffrey

  1. Joffrey afirmou não ser estranho a aço valiriano;
  2. Jaime mataria Bran ele mesmo, Cersei não usaria uma arma rastreável;
  3. Havia muita gente seguindo a caravana real até Winterfell, deveria existir alguém idiota o suficiente para arriscar a vida em troca de um favor do príncipe e moedas;
  4. Joffrey ao menos não deu a própria adaga, que tinha jóias e trabalhos em ouro; preferiu dar uma mais simples (sem detalhes ou jóias), do inventário real, ainda que de aço valiriano (para ser mortalmente afiada);
  5. A adaga nunca havia sido usada por Robert, tinha sido ganha recentemente numa aposta, motivo pelo qual o rei não sentiria sua falta.

JAIME – Motivos de Joffrey

  1. Jaime acredita que o atentado ocorreu da forma descrita por Catelyn, e ele viu as cicatrizes na mão dela;
  2. Cersei responde convincentemente que queria Bran morto, mas que não foi ela quem enviou o assassino;
  3. Cersei relata que Robert, bêbado, teria dito a ela e às crianças que achava correto que Bran fosse sacrificado para lhe poupar das dificuldades da vida como paraplégico;
  4. Apesar de Bran não significar nada para o príncipe, Joffrey tinha vontade de impressionar Robert, e sua personalidade doentia viu esta como uma boa oportunidade.

Sobre o raciocínio de que Joffrey não escolheria uma adaga de aço valiriano por ser muito chamativa, o livro sugere o contrário quando, ao responder à provocação de Tyrion sobre lhe dar de presente de casamento uma adaga de aço valiriano com cabo de osso de dragão, Joffrey afirma que prefere uma com cabo de ouro com rubis, pois “osso de dragão é simples demais” (ASOS, Sansa IV).

Também vale mencionar que, em dado momento, Tywin e Tyrion conversaram sobre como Robert não ligava para punhais e adagas, apesar de que muitos súditos lhe presenteassem com esse tipo de arma. Essa conversa esclarece a oportunidade para o sumiço da adaga.

Com efeito, na conversa mencionada acima, Tywin afirmou que “a única lâmina que [Robert] usava era a faca de caçar que tinha sido presente de Jon Arryn quando era garoto” (ASOS, Tyrion IV). Assim, não sendo uma arma de preferência do Rei, demoraria até que alguém sentisse sua falta. E mesmo então Robert muito provavelmente não daria qualquer importância.

Acerca da motivação para o assassinato, poderíamos acrescentar que a vontade de impressionar Robert matando uma criança aleijada encontra respaldo em diversos aspectos da personalidade de Joffrey. De fato, nos livros, após dizer que Tywin tinha medo de Aerys II, Joffrey elogia seu “pai” e repete um bordão que, como Cersei revelaria logo em seguida, lhe foi ensinado pelo próprio Robert:

– Por que devo pedir perdão? Todo mundo sabe que é verdade. O meu pai ganhou todas as batalhas. Matou o Príncipe Rhaegar e capturou a coroa, enquanto o seu pai estava escondido por baixo de Rochedo Casterly. – O rapaz dirigiu ao avô um olhar de desafio. – Um rei forte age com ousadia, não se limita a conversar. (ASOS, Tyrion IV)

Naquela ocasião, Tyrion observa que Joffrey soou como Robert e Tywin se mostra surpreso com a reação do garoto que, segundo Cersei havia lhe falado, não gostava do “pai”. Cersei então recorda da vez que Joffrey matou e abriu o cadáver de uma gata grávida e mostrou os fetos mortos a Robert, que ficou chocado e zangado e o castigou severamente.

Esse episódio demonstra tanto que Robert era uma figura a quem Joffrey queria impressionar, quanto que Joffrey sabia que seu “pai” era incapaz de fazer coisas que ele conseguia. Dessa forma, ter contratado o assassino seria uma reverberação dessa vontade latente de se provar ser tão ou mais forte do que seu “pai”, de tomar uma atitude enquanto Robert apenas falava.

Mais uma evidência de que o episódio foi motivado pela vontade de Joffrey executando a sentença de Robert pode ser observada nas próprias palavras do assassino contratado. Ao confrontar Catelyn, o matador tenta justificar o ato dizendo que “É uma misericórdia […] Ele já tá morto” (AGOT, Catelyn III), certamente repetindo as palavras usadas por Joffrey para convencer-lhe da justiça da causa.

Dessa forma, sobejam evidências textuais contra Joffrey.

A quem isso não pareça convincente o suficiente, vale dizer que em um SSM, datado de 2000, GRRM afirmou que a solução da tentativa de assassinato de Bran seria dada em “A Tormenta de Espadas”, e Tyrion VIII e Jaime IX são os únicos capítulos desse livro nos quais se faz referência à tentativa de assassinato de Bran.

Por outro lado, vale ressaltar que o próprio APP (uma fonte semi-canônica, revisada pelo próprio GRRM) esclarece que, no primeiro livro da saga, “Joffrey rouba uma adaga Valiriana de seu pai e contrata um servo para matar Bran” (tradução livre).

Por fim, mais uma evidência pode ser encontrada em uma matéria da revista Vanity Fair. A revista teve acesso aos roteiros de Game of Thrones e analisou os roteiros que o próprio Martin escreveu. A matéria se concentra nas diferenças entre o roteiro e o que foi filmado e nela há um trecho dedicado à solução do mistério da tentativa de assassinato de Bran.

Diz a revista que, no roteiro de Martin, Tyrion descobriria tudo a partir da declaração de Joffrey de que “não era estranho a aço valiriano“. Após a fala do garoto, Tyrion prometeria a Joffrey uma adaga de aço valiriano com cabo de osso de dragão como presente. Até aqui, tudo igual aos livros, mas, em seguida, Tyrion acrescentaria: “Seu pai tinha uma faca parecida, penso eu“.

O script diz que as palavras de Tyrion “acertam o alvo“, e que o jovem rei ficaria “nervoso” e responderia o seguinte, com “culpa” em sua face: “Você… Digo… a faca de meu pai foi roubada em Winterfell… aqueles nortenhos são todos ladrões“.

Por fim, uma nota de Martin resume os pensamentos de Tyrion : “Foi Joffrey quem enviou o assassino para matar Bran, o crime que começou toda a guerra. Mas agora que ele sabe, o que ele pode fazer a respeito?

3. Contra-argumentos a teorias com outros suspeitos

Muitos leitores, contudo, não aceitam esse desfecho. Uns porque acham que não corresponde à verdade, outros porque simplesmente acham-no furado. De fato, no SSM referido acima, GRRM fala que o problema com as especulações e teorias é que elas podem resultar em respostas melhores do que as que ele tem para oferecer.

Por essa razão, os leitores tem confabulado a possibilidade de três outras personagens terem ordenado a morte de Bran, a saber: Cersei, Petyr Baelish e Mance Rayder.

3.1 Cersei

Nos livros, Cersei é descartada como suspeita por Tyrion – em razão de a adaga poder ser facilmente rastreada até ela (uma falha de planejamento compreensível no caso de um garoto como Joffrey) – e por Jaime – em razão dela ter negado participação a ele, o homem que é seu irmão gêmeo, amante e que atirou Bran da janela (ou seja, não haveria razão para ela mentir ou omitir informações).

Entretanto, muitos alegam que o raciocínio de Tyrion seria falho, haja vista que o mentor do plano contava com que o assassino matasse Bran e escapasse incólume e impune, de modo que Cersei jamais poderia ser rastreada. Esse argumento, porém, é fraco, pois mesmo que o assassino sobrevivesse, ele ainda possuiria a adaga valiriana, perpetuando a possibilidade de que Cersei pudesse vir a ser ligada ao crime.

O argumento que realmente tem peso é aquele que afirma que seguir em paz para Porto Real enquanto há uma testemunha de seu incesto ainda viva não combina com a personalidade paranoica de Cersei. Simplesmente voltar para Porto Real sem acabar com o perigo que Bran representava para ela é realmente uma atitude que foge ao que observamos da personagem ao longo da saga.

Essa contradição ganha relevo quando observamos a preocupação de ambos os gêmeos Lannister com a recuperação de Bran às vésperas da viagem de volta para Porto Real, quando Cersei inclusive se refere à falta de misericórdia dos deuses do Norte para com o sofrimento de Bran, sinalizando que ficaria aliviada se o garoto morresse (AGOT, Tyrion I).

Contra este argumento não me parece haver outra resposta a não ser: GRRM não quis que fosse Cersei.

3.2 Petyr Baelish

Muitos leitores encontram dificuldade em aceitar que Mindinho não estivesse envolvido  na tentativa de assassinato de Bran, pois combinaria muito com a personalidade de Petyr ter erigido um esquema vantajoso sobre um evento que tinha tudo para prejudicá-lo. Baelish gosta de agir bem debaixo do nariz de todos, ou como ele mesmo define:

[…] Mantenha sempre seus inimigos confusos. Se nunca estiverem seguros de quem é ou do que quer, não podem saber o que é provável que faça em seguida. Às vezes, a melhor maneira de confundi-los é fazer coisas que não têm nenhum propósito, ou até que parecem prejudicar você […]. (ASOS, Sansa V)

Os defensores desta teoria, porém, divergem bastante em seus fundamentos. Não há consenso sobre quais seriam os meios de execução adotados por Mindinho ou quais seriam seus motivos.

Comecemos pelos meios de execução, divididos em duas linhas de pensamento. A primeira assevera que o Petyr teria contratado o assassino ele mesmo, com o intuito de matar Bran especificamente. A segunda afirma que Mindinho teria influenciado Joffrey, antes da viagem, a tentar matar uma das crianças Stark.

Imediatamente, é possível constatar que ambas as hipóteses são extremamente infactíveis e incoerentes. Como George Martin havia respondido em 2008 ao ser questionado sobre se Mindinho teria influenciado Joffrey a tentar matar Bran, “Mindinho tinha certa influência sobre Joff… mas ele não estava em Winterfell, e isso precisa ser lembrado” (sic).

De fato, a ausência de Mindinho é o maior obstáculo. Ele não tinha ideia do que ocorreria com Bran, então não é plausível que Mindinho o tenha marcado como alvo antecipadamente. Por outro lado, Petyr não teria forma alguma de se comunicar com o assassino ou Joffrey. Corvos tem destinos pré-determinados, como castelos e cidades. Dessa forma, o príncipe estava incomunicável em campo aberto.

Além disso, mesmo em Winterfell ou algum outro castelo no caminho, havia o risco de a mensagem ser interceptada pelo meistre responsável ou outra pessoa. Baelish parece saber bem disso, pois mesmo a mensagem criptografada que ele compeliu Lysa enviar a Catelyn não chegou a Winterfell via corvo.

Em verdade, o modo cuidadoso como essa mensagem chega às mãos de Catelyn combina com uma das máximas da filosofia do antigo mestre da moeda:

“Mãos limpas, Sansa. Faça o que fizer, assegure-se de que as suas mãos estejam limpas.” (ASOS, Sansa VI)

O que quer dizer que Mindinho não costuma deixar pontas soltas em seus planos. Para manter um segredo, já o vimos exterminando seu próprio pessoal (Sor Dontos). Assim, ele não parece que seria estúpido a ponto de fornecer ou sugerir que fosse usada uma adaga que ele havia perdido em uma aposta com o rei. Especialmente quando o assassino era um pé-rapado que estaria há centenas de quilômetros dele.

Dito de outra forma, parece mais coerente que, se Petyr fosse a mente por trás do atentado contra Bran, seu modus operandi seria o de fornecer uma arma sem conexão com ele e se valer de um assassino ao qual pudesse controlar e eliminar.

Resta explorar os motivos de Petyr para matar Bran. Novamente, os defensores da teoria que imputa a culpa a Mindinho se dividem em dois grupos. De um lado, há leitores que acreditam que ele desejava simplesmente causar atrito entre Starks e Lannisters. Do outro lado, há leitores que acreditam que ele queria impedir Ned Stark de assumir o cargo de Mão do Rei.

Ocorre que nenhuma dessas motivações parece plausível. Novamente, Petyr não poderia prever que Bran seria atirado de uma torre e ficaria em Winterfell. Além disso, Mindinho já havia incriminado os Lannisters com a mensagem de Lysa. Se ele queria impedir Ned de vir a Porto Real, acusar os Lannisters de ter envenenado Jon Arryn foi uma péssima estratégia.

Assim, Baelish já havia logrado colocar Lannisters e Starks uns contra os outros só com a mensagem criptografada. De fato, ele não tinha como antecipar que Catelyn viria a Porto Real para se informar sobre a adaga. A notícia poderia ter se espalhado e fugido ao seu controle. Ou pior: Catelyn poderia ter se encontrado com a comitiva do rei e a adaga poderia ser reconhecida sem que Petyr estivesse por perto para inventar mentiras.

Diante dessa multiplicidade de opções, pensar que tudo fazia parte de um grande plano premeditado soa pueril. A mentira criada por Petyr foi tanto oportunista quanto prudente. Se por um lado, ele aproveitou para intensificar a incriminação dos Lannister, por outro, ele evitou que Catelyn perdesse o foco procurando um culpado em outro lugar. Caso Catelyn continuasse em buscar da verdade, outras verdades poderiam vir a tona.

A mentira que Mindinho contou poderia ser facilmente desmentida. Mas Mindinho sabia que Catelyn daria mais ouvidos à própria irmã do que a estranhos ou algum dos suspeitos. E como Lysa era marionete de Petyr, ele sabia que tinha algum controle sobre a versão dos fatos a que Catelyn prestaria atenção.

Por fim, outro fato que merece destaque é que o atentado ocorreu dias depois que a comitiva real havia deixado Winterfell. Bran estava à beira da morte e mesmo assim Ned havia partido. Mesmo que o assassinato ocorresse, Lorde Stark não tomaria conhecimento do ocorrido antes chegar a Porto Real. Assim, fica demonstrado que o atentado seria inútil para impedir que Ned assumisse o cargo.

Diante disto, minha opinião é a de que essa teoria não se sustenta. Assim, não havia uma grande conspiração Baelishiana por trás de tudo. Aliás, para mim, essa é justamente a graça do desfecho bolado por George Martin: ninguém estava no controle, foi obra de um garoto obtuso e mimado fazendo merda pra impressionar o “pai”.

3.3 Mance Rayder

Pode parecer que Mance foi escolhido ao acaso pelos leitores para ser a terceira via, mas, na verdade, essa especulação tem bom respaldo nos livros.

Logo no começo de “A Tormenta de Espadas” ficamos sabendo que Mance Rayder esteve em Winterfell durante a estadia de Robert em AGOT e que ele teria levado consigo “um alaúde e uma bolsa de [veados de] prata” (ASOS, Jon I). A relevância desse inventário reside no fato de que o assassino contratado para matar Bran foi pago com uma bolsa contendo 90 veados de prata (AGOT, Catelyn III).

Contudo, as evidências textuais param por aí.

Qual seria o motivo para Mance matar um filho de Ned Stark? Muitos alegam que causaria confusão, guerra e poderia levar ao enfraquecimento de Winterfell. Contudo, o que esses leitores falham em perceber é que Mance não teria como prever o desenrolar dos acontecimentos. Já é estranho que ele tenha aberto espaço na sua agenda atribulada (de incansáveis esforços na unificação do povo livre e de luta contra os Outros) para conhecer Robert Baratheon, quanto mais para matar uma criança a fim de iniciar uma guerra.

Outros destacam que Mance não tem honra e que matar um Stark seria sempre oportuno para os Selvagens. Contudo, também é conveniente lembrar que Mance é tanto um guerreiro capaz quanto um salteador furtivo e poderia ele mesmo ter matado Bran com muito mais chance de êxito do que contratando um pé-rapado qualquer.

E, por fim: como Mance conseguiu a adaga de Mindinho? Alguns argumentam que ele a teria roubado do inventário de Robert. Mas isso leva a outra pergunta: por que Mance iria desperdiçar uma arma tão valiosa (financeira e militarmente) com um assassino fajuto e uma criança aleijada ao invés de levá-la consigo para além-da-muralha?

Portanto, a meu ver a hipótese de ter sido Mance o mentor do atentado carece de fundamento.

Anúncios